O Processo de Internacionalização


Há duas correntes teóricas que se destacam na explicação do processo de
internacionalização das empresas.
O primeiro conjunto de autores utiliza uma abordagem econômica na qual considera as vantagens econômicas para decidir a atuação no mercado internacional, como os custos de transação (Williamson, 1975) ou escala, recursos próprios, tecnologia superior entre outras (Dunning, 1993). Esta linha procura identificar os custos envolvidos, como fretes, contratos, custos de gerenciamento ou tarifas alfandegárias para posicionar a empresa no mercado global. Procura identificar vantagens comparativas para decidir onde e como atuar. Ela atua da forma mais lucrativa, do ponto de vista econômico. Segundo esta corrente, a empresa decide se exporta, faz parcerias no exterior, investe em fábricas, desenvolve centros de treinamento ou ocupa outra posição devido àquela que lhe oferecer o maior lucro econômico.
Há outro grupo de autores que explicam o processo de internacionalização da firma com teorias comportamentais, como por exemplo, de forma evolutiva e gradual. Esta teoria recebeu o nome de Modelo de Uppsala, fazendo referência à origem da escola, na Suécia.
Johanson e Vahlne são os pesquisadores que iniciaram esta linha, na qual procura superar o dilema econômico na decisão e considerar variáveis comportamentais, ambientes externos e a estrutura organizacional entre outros fatores. A distância física de outros mercados, por exemplo, é considerada na análise. Este modelo ressalta que as empresas buscam faturamento no exterior gradualmente e que somente avançam um estágio quando acumularam conhecimento suficiente no anterior. Veremos adiante algumas classificações destes estágios.
As empresas iniciam suas atividades no exterior através de exportações com intermediários, já que representa o menor comprometimento de recursos. Gradualmente, acumula conhecimento e desenvolve competências para avançar estágios até chegar na instalação e desenvolvimento de centros de pesquisa no exterior. Estes representam a ultima etapa de internacionalização porque comprometem mais recursos.
Thiago F. Silva